SEXO DURANTE E DEPOIS DA GESTAÇÃO!

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Começo esse post citando a frase de uma querida amiga: “Não consigo nem imaginar meu papel como não exclusivamente o de mãe no momento. Como pensar em outra coisa após passar pela experiência mais transformadora, linda e permanente da minha vida?” Será que existe a possibilidade da vida sexual voltar ao normal depois que os filhos nascem? Eu tenho dois filhos pequenos, uma menina de 7 e um menino de 4, e posso dizer com todas as letras que SIM, existe! Como o próprio nome diz, é apenas uma fase, e logo as coisas voltam ao normal (ou deveriam voltar). Não exatamente como eram antes, mas voltam. Aliás, se houver disposição de ambos os lados, pode ficar ainda melhor!
Assim que a mulher engravida, acontece uma reviralvolta na vida do casal. Para algumas mulheres (e para alguns homens), fazer sexo durante a gestação é algo inimaginável, por diversas razões. Mas gostaria de lembrar que, caso a mulher e o bebê não estejam correndo nenhum risco, o sexo é totalmente liberado – e altamente recomendável! Na minha segunda gestação, por exemplo, fiquei de repouso absoluto até a última semana a partir do 5º mês, pois estava tendo contrações a cada 10 minutos, ou seja, nada de sexo! Meu esposo foi muito compreensivo, pois neste caso, era a vida do bebê que estava em jogo.
Existem mulheres que não se incomodam com o sexo durante a gravidez, algumas dizem que fica até melhor. Já para outras, existe muita dor e desconforto, por conta da barriga e da falta de lubrificação vaginal. Conheço também mamães que sentiram enjôo do cheiro do marido durante os primeiros meses. Imagine o problemão? Além disso, as alterações hormonais são grandes, e acabam influenciando o emocional. Muitas mulheres se sentem feias, outras perdem a paciência com facilidade ou choram por qualquer motivo. Sem contar os enjôos e vômitos nos quatro primeiros meses. Uma loucura!
Assim que o bebê nasce, existe uma queda brusca de hormônios, que pode deixar a mulher bastante sensível, chorona e insegura. Muitas inclusive passam pela “depressão pós parto” sem saber. Quando a minha primeira filha nasceu, fiquei muito chorona. Estava felícissima com a sua chegada, mas não tinha controle nenhum sobre os meus sentimentos. Chorei por quase uma semana seguida, mas com o apoio da minha mãe e do meu marido, logo passou. Já minha irmã, chorou por quase um mês inteiro, e conheço mulheres que sofreram durante meses! Ao contrário do que se pensa, a depressão pós parto não é frescura, ela realmente existe e é muito comum. Se você está passando por isso, não sinta vergonha e nem guarde seus sentimentos. Divida-os com seu esposo e família, e se for necessário, busque a ajuda de um profissional.
Bom, mesmo com toda essa reviravolta, o bebê está lá. Ele precisa ser amado e cuidado. A rotina fica de cabeça para baixo! A mamãe precisa amamentar a cada duas ou três horas, inclusive durante a noite, sem contar os banhos e trocas de fralda. E os serviços de casa não desaparecem por milagre. A comida precisa ser feita, a roupa tem que ser lavada, a louça se multiplica na pia… Muitos bebês demoram quase uma hora para mamar, depois disso, ainda precisam de pelo menos dez minutos para arrotar, só então podem voltar ao berço ou carrinho (isso quando ficam).
Sem contar as mamães que sofrem com a amamentação ou refluxo do bebê (que requer muitos cuidados). No meu caso, o problema eram as noites em claro com o meu caçulinha. No início, ele acordava chorando a cada uma hora, e só voltava a dormir com o peito. Com o tempo, o intervalo aumentou para duas horas e ele só passou a dormir a noite toda com onze meses de idade (vejam neste link como conseguimos fazer isso). Nessa época, emagreci 4kg, o que não é nada bom para alguém que pesa 50Kg. Virei um zumbi!
Mas calma, não estou falando isso pra te desanimar. Os fatores positivos superam (e muito) os negativos! Eu mesma teria mais uns dois filhos se tivesse condições financeira. Mas para conseguir expôr o meu pensamento a respeito desse assunto, é necessário primeiro ressaltar o que se passa na vida de uma mulher quando ela se torna mãe.
Pois bem, com tudo isso, como é possível pensar em sexo? E olha que eu não contei as dores pós parto e a total falta de apetite sexual ocasionada pelas alterações hormonais, que costumam durar meses! Os médicos normalmente pedem um intervalo de quarenta dias após o parto para o casal voltar a vida sexual “normal”. Coloquei entre aspas porque demora um tempinho para o casal retomar a mesma rotina sexual que tinham antes do bebê chegar.
Bom, precisamos agora analisar o outro lado da moeda. Já foi comprovado que um homem consegue ficar no máximo 72 horas sem pensar em sexo. Isso faz parte do processo da reprodução humana, é fisiológico. Os espermatozóides são produzidos diariamente, e a maneira natural que o organismo encontra para expelir o sêmen, é o desejo sexual. Então, nada mais normal do que pensar e desejar o sexo quando o organismo está gritando por isso! Se você é mulher e não entende, vou dar um exemplo. Sabe quando dá aquela dor de barriga incontrolável? Então, é bem parecido.
E agora, como resolver esse dilema? A mulher não consegue pensar em sexo e o homem não consegue parar de pensar. Ouvi uma frase engraçada de uma mãe outro dia. Ela apontou para os seios e disse: “Não consigo nem imaginar outra boca aqui que não seja a do meu bebê!” E é verdade, para uma mulher que passa 24h por dia vazando leite, pensar em sexo fica bem complicado (pra não dizer inconcebível!). Mas mesmo com todos esses problemas, precisamos chegar a um denominador comum. Como diz uma personagem de desenho animado: “Se eu tenho um problema e não sei o que fazer, eu penso, penso, penso, até eu resolver!”
Pois bem, eu pensei, pensei e pensei e cheguei a uma conclusão. O homem necessita de sexo, isso fato. É nosso papel de esposa suprir esta necessidade. Mas quando estamos vivendo esta fase, não conseguimos pensar em mais nada a não ser em ser mãe. Apesar do bebê ter uma importância inigualável na sua vida, o seu marido ainda está lá. Ele não deixou de existir e continua com os mesmos desejos e sentimentos, e não é certo que você os ignore. E agora? Bom, pra tudo isso existe um consolo: é apenas uma fase, e como toda fase, uma hora passa. Seus hormônios aos poucos vão voltando ao normal e a rotina logo entra no eixo. Mas enquanto isso não acontece, precisamos resolver este impasse.
Se antes do bebê chegar vocês tinham o costume de fazer sexo uma ou duas vezes por semana, durante esse período, o marido talvez tenha que se contentar com apenas uma vez por semana (estou sendo otimista). Vejam que é um esforço mútuo. Para o homem é difícil ter sexo apenas 1 vez por semana, e para a mulher é difícil ter que fazer sexo 4 ou 5 vezes por mês. Caso exista dor durante a relação ou falta de lubrificação, é interessante consultar um ginecologista e pedir algumas dicas. Ele pode receitar algum remédio ou lubrificante. Se no momento, por alguma razão não existir a possibilidade da penetração, por amor a seu esposo, resolva através de carinhos e masturbação. Sem neuras!
Nesta fase da vida, o amor deve prevalecer. Esposa, ame o seu marido! Dentro do possível, satisfaça-o sexualmente. Marido, ame a sua esposa, dentro do possível, respeite o tempo e o corpo dela. Amar é uma decisão. Tome essa decisão! Se ela está exausta e não consegue pensar em sexo, ajude-a com as tarefas de casa e com o bebê. Seja paciente e carinhoso. Não cobre, não critique. Ela está vivendo o momento mais delicioso e ao mesmo tempo mais amedrontador de sua vida. Seja um aliado, não um oponente. Ofereça seu ombro, seu abraço, seu colo, seus ouvidos. Ela precisa de você como nunca precisou antes! Precisa sentir sua segurança e seu suporte. Dessa maneira, se sentirá menos cansada e mais disposta a estar com você quando o bebê dormir.
Mas fiquem tranquilos! Uma hora o bebê vai aprender a dormir a noite toda, a mamãe vai voltar a ter o pique que tinha antes e os hormônios voltarão ao normal. E seguindo as dicas acima, vocês sairão dessa turbulência muito mais unidos e maduros. Permaneçam firmes na decisão de amar e de cuidar um do outro, assim, a intimidade vai se aperfeiçoando. Caso estejam enfrentando uma crise por conta da chegada do bebê, conversem. Se for necessário, leiam juntos esse post. Abram o coração um para o outro e estejam prontos a escutar e perdoar. E a oração que você deve fazer é: “Senhor, ajude-me a ser uma esposa (marido) melhor para o meu marido (esposa). Me ajude a amá-lo todos os dias, e me ensine como fazer isso!”
E pra terminar, gostaria de deixar uma dica. Nunca acostume o bebê a dormir na cama dos pais. Por mais que seja gostoso e prático, de uma forma ou de outra acaba afetando o relacionamento do casal. Se isso já acontece, converse com seu cônjuge, entrem num acordo e coloquem a criança pra dormir no lugar certo, ou seja, no quarto dela. É a melhor decisão que podem tomar em benefício da família.Eis aqui uma verdade: “Gostamos e desgostamos de pessoas que amamos um milhão de vezes no curso da nossa história. Mas um casamento firmado na Rocha não é feito de gostar e desgostar, é feito de amor. E amor não é sentimento, é uma decisão!”

“O amor é paciente e bondoso, e nunca é invejoso ou ciumento, nunca é presunçoso nem orgulhoso, nunca é grosseiro, nem egoísta. Não é irritadiço nem melindroso. Não guarda rancor. O amor nunca está satisfeito com a injustiça, mas se alegra quando a verdade triunfa. O amor tudo sofre, sempre crê, sempre espera o melhor, tudo suporta.” I Cor 13: 4 a 7

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5 Comentários

  1. Me diz uma coisa: ela não me faz carícias mesmo quando não está grávida…tu achas que ela faria durante a gravidez? Balela…

  2. Marcos Vinicius on

    Kkkkkkkk, parabéns Dani, vc tem uma capacidade incrível de entender a mente masculina muito bem. A maioria das mulheres não conseguem essa percepção, elas não entendem quando vc diz que a mulher deve se sujeitar ao marido, elas não conseguem entender nossa necessidade sexual e o quanto é difícil quando vemos mulheres vestidas sensualmente que nos provocam, e muitas não aceitam que temos mais necessidades sexuais, querem debater conosco de todo jeito e já nos chamam de machistas. Realmente é difícil um homem fazer sexo uma vez só por semana, imagina então o que nós, solteiros temos que passar, pois passamos toda nossa vida assim, sem sexo, não podemos nos aliviar com nada, não podemos nem pensar, toda madrugada as ereções nos atormentam, e se coincide com sonhos eróticos, acordamos no meio de um orgasmo ou acordamos com tanta vontade que dói demais nossos órgãos internos de tanta vontade que passamos, mas não temos como nos aliviar e quando não aguentamos tanta pressão, nos masturbamos, sabendo que estamos pecando contra nosso Amado Deus, atraindo maldição, a vida é muito difícil para nós solteiros viu. Orem por nós e que o Bom Deus tenha misericórdia de todos os solteiros e solteiras, precisamos de um casamento urgente 😀

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