O CASAMENTO É UMA INSTITUIÇÃO FALIDA?

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DIVORCIO

Por que tantos casamentos destruídos? Por que os casais estão desistindo tão fácil? Por que antigamente os casamentos eram tão duradouros?

Faz tempo que venho escutando questionamentos como estes. Tenho algumas ideias em mente e gostaria de compartilhar com vocês.

Há algumas décadas, no tempo da minha avó, a mulher não tinha direito e espaço para se expressar. Trabalhar fora não era uma opção. Divórcio? Uma vergonha para a família. Poucos pais aceitavam reassumir suas  filhas divorciadas. Por esses e tantos outros motivos é que as mulheres aguentavam caladas. A verdade nua e crua é que a grande maioria, por medo da vergonha e rejeição, suportava o fardo do casamento.

Por outro lado, os homens (inclusive os cristãos) tinham toda a liberdade de ir e vir, inclusive na área sexual. Buscar parceiras fora de casa era tido como símbolo de virilidade, e suas esposas, por mais que se ressentissem, não tinham outra saída a não ser se conformar. Por isso os casamentos duravam.

Com a chegada do feminismo, as mulheres encontraram o seu espaço na sociedade, tomaram posse do direito de expressão e partiram para o outro extremo. Hoje são capazes de manter uma família sozinhas e carregam consigo o discurso: “Não dependo de homem para sobreviver!” Aí está uma das respostas para o crescente números de divórcios. O grande problema, é que os extremos são sempre destrutivos. Os casais antigos permaneciam casados no papel, mas poucos eram casados de alma. Hoje, as pessoas entram num casamento já se preparando para sair dele. Não estão interessadas em desenvolver um relacionamento e não tem consciência alguma do que é estar casado.

Estamos na geração do descartável. Nossas crianças estão sendo educadas a receber de imediato e desistir com facilidade. Não cuidam, não preservam, não persistem, não lutam, não esperam… Querem tudo pra ontem, e quando o “brinquedo” perde a graça, descartam e trocam por outro. E de que forma isso reflete em nossa sociedade? Relacionamentos descartáveis. “Fico junto enquanto me satisfaz e supre minhas necessidades. Se aparecer algo mais interessante, descarto.

Os dois extremos são prejudiciais, pois baseiam-se em relacionamentos individualistas (antagônico não?), mas ignora-se o fato de que um “eu” completo só pode ser formado quando nos relacionamos profundamente com um outro “eu”. A natureza essencial do ser humano se manifesta apenas na relação a dois. É no outro que nos enxergamos, é na  relação íntima, profunda e duradoura que nossas emoções vem a tona, e só dessa forma somos capazes de nos conhecer, transformar aquilo que está fora do lugar e caminhar rumo a plenitude.

Muitos ainda acreditam que amar significa  necessariamente gostar o tempo todo, estar apaixonado e ter um sexo alucinante. Por isso fica fácil pensar que o amor acabou. A grande verdade é que, na história a dois, gostamos e desgostamos da pessoa que amamos uma centena de vezes! E é superando essas etapas da vida  que caminhamos  rumo a um caráter aprovado. Relacionamentos superficiais geram pessoas imaturas, infantis e egocêntricas. Relacionamentos duradouros e profundos produzem seres humanos com o caráter de Cristo.

“Não é certo dizer que sem amor nenhum casamento sobrevive, mas sim que sem casamento nenhum amor sobrevive. Não é certo dizer que sem paixão, nenhum relacionamento vale a pena, mas sim que sem relacionamento nenhuma paixão vale a pena. Não é o sexo apaixonado que dá o tempero para a vida a dois, mas a vida a dois que dá o tempero para o sexo apaixonado. Uma coisa é transar com um corpo, outra é transar com uma pessoa. Quanto mais valiosa a pessoa, mais prazeroso e intenso o sexo. Quanto maior o afeto, mais prolongado o tesão. Quanto menos valorizada a pessoa, mais banal a transa.

Casamento tem muito pouco a ver com paixão arrebatadora e sexo alucinante. Casamento tem a ver com parceria, amizade, companheirismo, e não com experiências de êxtase. Casamento tem a ver com um lugar para voltar ao final do dia, uma mesa posta para a comunhão, um ombro na tribulação, uma força no dia da adversidade, um encorajamento no caminho das dificuldades, um colo para descansar, um alguém com quem celebrar a vida, a alegria e as vitórias do dia-a-dia. Casamento tem a ver com a certeza da companhia do outro no dia do fracasso, e a mão estendida na noite de fraqueza e necessidade. Casamento tem a ver com ânimo, esperança, estímulo, valorização, dedicação desinteressada, solidariedade, soma de forças para construir um futuro satisfatório. Casamento tem a ver com a certeza de que existe alguém com quem podemos contar apesar de tudo e todos … a certeza de que, na pior das hipóteses e quaisquer que sejam as peças que a vida possa nos pregar, sempre teremos alguém ao lado”.[¹]

Antes de entrar num relacionamento a dois, entenda o que é casamento. Se já está casado, viva e desfrute profundamente desta experiência fantástica! O casamento só será uma instituição falida para aqueles insistem em buscar no outro a própria felicidade, e se esquecem que é na felicidade do outro que encontraremos a nossa.

Em amor,

Dani Marques

[¹]Ed René Kivitz – 2008

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8 Comentários

  1. Enquanto os casais estão desistindo tão fácil, eu estou aqui, vivendo toda minha vida sem ninguém, vendo meus anos irem embora, e eu sempre sozinho, meu maior sonho é carregar minha esposa no colo na noite de núpcias: http://goo.gl/hB5fGU e ser feliz sim.
    Já cansei de buscar a Deus por anos, já me desanimei, agora voltei de novo, pois não abro mão de jeito nenhum de viver esse sonho e ser feliz. Estou orando 3 vezes ao dia, jejuando 2 dias por semana, o Senhor não nos desafiou a viver pela fé? “O meu justo viverá pela fé, e se ele recuar, minha alma não tem prazer nele…” Ou devo me desanimar de novo, jogar a toalha, entrar em depressão e esperar a morte? Eu preferia um casamento feliz do que toda riqueza do mundo, enquanto isso, muitos estão descartando o seu.

    • Marcos, suas palavras denotam sérios problemas psicológicos. Aconselharia você a ler “A arte de lidar com as mulheres”, de Arthur Shoppenhauer, mas você não entenderia. Isto posto, te aconselho a procurar um psicólogo ou um hipnólogo, para tentar dar jeito nessa sua mente perturbada.

  2. Pingback: O casamento é uma instituição falida? : Blog Mundo Cristão

  3. Pingback: Gregory Smith

  4. Marcos, suas palavras denotam sérios problemas psicológicos. Aconselharia você a ler “A arte de lidar com as mulheres”, de Arthur Shoppenhauer, mas você não entenderia. Isto posto, te aconselho a procurar um psicólogo ou um hipnólogo, para tentar dar jeito nessa sua mente perturbada.

    • Vc não acha que a gente já sofre o bastante? Isso seria um ataque ou o quê? Problemas psicológicos, ler um livro (e ainda não serei capaz de entendê-lo)?? Hipnólogo, mente perturbada?? Kkkkkk, não amigo, tô tranquilo, graças a Deus.

      Agora, no mínimo, vcs, ateus, não acham maravilhoso, que a gente passe por tantos problemas, mas ficamos firmes, o que pra uma pessoa comum, já teria entrado em depressão ou já teria se suicidado, mas não, olha que coisa maravilhosa que é a Fé hein amigo, vai tudo bem, a tempestade vai passar, e ainda vou viver os melhores anos da minha vida, logo encontro uma esposinha sim Uhuulllll Isso sim que é ser feliz, não preciso de aprender “a arte de comer o maior nº de mulheres” riquezas, nem orgias, nada disso, sei que tenho problemas, mas Sou Feliz com Jesus simmmmm Uai sô! 😀

  5. Gustavo S. Nóbrega on

    Respeito o que a autora do blog quis passar. Faz sentido.
    Só que, quanto a mim, continuo com a opinião de que quem não sabe ser feliz sozinho, não é acompanhado que conseguirá ser.
    Já fui casado, e fiz isso na intenção de que desse certo. Como não deu, estou aqui solteiro. E pra mim tanto faz estar solteiro ou casado. Estou feliz comigo mesmo. Se um dia eu tiver de me casar novamente, tudo bem; se eu tiver que passar a vida solteiro, tudo bem também.
    Temos que saber lidar com tudo. Somos fruto e produto daquilo que escolhemos para a nossa vida. E devemos saber arcar com tudo que nos sobrevém, desde que seja de nossa escolha própria.
    O que Daniela escreveu faz sentido até demais. Mas eu continuo da opinião que não necessariamente é preciso outra pessoa pra nos encontrarmos a nós mesmos. Podemos nos encontrar na solidão também. De minha parte, acho até mais fácil do que estando com outra pessoa.
    Já fui sociável demais, e sempre buscara antes a companhia de outras pessoas. Mas sempre elas tentavam sufocar os meus verdadeiros gostos e ideais de vida, e isso sempre dificultou a procura pelo meu eu. Depois que passei a viver uma vida solitária, consigo me enxergar mais, e ir atrás do que realmente busco para mim, sem me importar nem um pingo com as opiniões dos outros. Não sou um típico antissocial, mas estou muito longe de ser sociável como era antes, maleável como antes, tapeável como antes.
    Ninguém é feito num molde só. Algumas pessoas foram feitas pra se casar, outras foram feitas pra solidão. E talvez, no meu caso, a solidão faça bem. Eu só consigo ter boas ideias para a minha vida quando estou só. Sempre que estou acompanhado, perco o foco de mim mesmo. Pode parecer egoísta mas… e daí? Não tenho que dar satisfações a ninguém enquanto não estiver infringindo lei alguma, e não é contra a lei permanecer solteiro pro resto da vida.
    Daniela tem suas razões. Mas eu também tenho as minhas, ora. E não pensem que é um papo torto. É só um jeito de corpo, não precisa ninguém me acompanhar.

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